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Conservação do Lince Ibérico

Reprodução do Lince Ibérico
23/03/2017
População selvagem e reintroduções
23/03/2017
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Conservação do Lince Ibérico

O lince ibérico começa progressivamente a deixar de ser uma espécie ameaçada de extinção, graças à reintrodução controlada em estado selvagem e outras ações de conservação.

Se o lince ibérico fosse extinto, seria a primeira espécie de gato grande a fazê-lo desde há 10.000 anos atrás. O baixo número populacional torna esta espécie especialmente vulnerável à extinção em caso de eventos súbitos aleatórios, como um desastre natural ou uma epidemia. As medidas de conservação incluem a restauração do seu habitat nativo, a manutenção da população selvagem de coelhos, a redução de causas não naturais de morte e a criação em cativeiro para posterior libertação.

As principais ameaças à preservação desta espécie incluem a perda de habitat, a escassez de alimento, os atropelamentos, o envenenamento, o ataque de cães selvagens, a caça ilegal e surtos ocasionais de leucemia felina. A doença renal crônica afeta alguns animais prisioneiros.

Atualmente, os atropelamentos acidentais de veículos são a principal causa de morte não natural. O número de mortos em estradas espanholas foi de 14 em 2013 e 21 em 2014. Armadilhas ilegais para coelhos e raposas são outras causas principais de fatalidade dos linces.

O trabalho de conservação desta espécie é, essencialmente, fruto de um projeto LIFE iniciado em 1994 em Espanha e que teve continuidade até aos dias de hoje. Este trabalho de continuidade permitiu que a espécie deixasse de se considerar em pré-extinção, evoluindo de 94 exemplares em 2002 para 326, divididos em quatro populações, Doñana-Alcor (Huelva – Sevilha), Guadalmellato (Córdoba), Guarrizas (Jaén) e Andújar (Jaén-Córdoba) com um intercâmbio aceitável de indivíduos.

Em Portugal o projeto iniciou-se em 2010 nas regiões de Mourão, Moura e Barrancos, de Mértola – Vale do Guadiana e da Serra do Caldeirão, nas áreas da Rede Natura 2000 aí existentes.